Trump cresce, audiência cai e impeachment já encara ‘fadiga’

NYT diz que ‘muitos americanos estão jogando as mãos para o alto e desligando tudo’

O Washington Post levou à manchete que o apoio do Partido Republicano a Donald Trump, apesar dos depoimentos na Câmara, “se fortaleceu”. E que uma pesquisa em Wisconsin, um dos “mais importantes campos de batalha” para 2020, revelou que a “opinião pública se move na direção do presidente”, contra o impeachment.

O Drudge Report, portal conservador que vinha priorizando a cobertura do impeachment, pisou no freio. Destacou que “Republicanos estão céticos sobre [a líder democrata] Nancy Pelosi levar adiante o impeachment”. E passou a dar manchetes da campanha eleitoral como “Batalha dos bilionários!” (reproduzida acima), com a entrada de Michael Bloomberg, contra Trump.

Ao fundo, o New York Times reportou que “muitos americanos estão jogando as mãos para o alto e desligando tudo”, desistindo de “prestar atenção”. E analistas de mídia como Brian Stelter, da CNN, e Tom Jones, do Instituto Poynter, já tratam abertamente da derrocada da audiência na transmissão.

Do primeiro: “Você está esgotado? Eu estou realmente muito cansado. É bom admitir de vez em quando. É a maior notícia na mídia e na política americana. Mas cansa. Ouço isso o tempo todo, de produtores e consumidores de notícias”.

No segundo: “Ok, talvez haja um pouco de fadiga… Você está exausto com toda essa cobertura? Os números sugerem que talvez você esteja”.

O GENERAL E A HUAWEI

O ministro Augusto Heleno falou sobre China, EUA e 5G à Bloomberg, que reportou que ele “disse que está coletando informações, mas descartou a proibição da oferta da empresa chinesa no leilão, uma medida que seria ‘radical demais’ no que ele espera ser uma ‘boa luta’ pela rede 5G no Brasil”. Por outro lado, declarou o general:

“A grande ameaça em toda essa discussão sobre 5G é quanto ao fato de permitir que quem possui a tecnologia saiba quem você é, quanto você ganha e o que está na sua conta bancária.”

VIRÁ MUITO MAIS

Marcos Caramuru, ex-embaixador em Pequim, sócio da “influente consultoria Kemu, de Xangai”, deu entrevista ao argentino Clarín, sob o título, entre aspas, “Para o Brasil, a China hoje é mais importante que os EUA”. Questionado sobre “onde veremos mais presença chinesa” no país, respondeu:

“Sem dúvida, em tecnologia. A China está cada vez mais sofisticada nessa área, as coisas mal começaram, virá muito mais.”

VAI PIORAR

No fim de semana, do mexicano Excelsior ao argentino La Nación e o francês Le Monde, a notícia de Brasil foi a chegada da “maré negra” de petróleo ao Rio.

Já a americana Science (reproduzida abaixo) noticiou os dados do Inpe sob o título “Desmatamento está explodindo —e 2020 será pior”, com projeção de cientista americano:

Nelson de Sá

EDIÇÃO IMPRESSA.

 

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