Diabetes – A importância da participação familiar no tratamento

ACRE – Criado em 1991 o dia 14 de novembro é celebrado pela Federação Internacional do Diabetes (FID) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e o Ministério da Saúde (MS) como dia Mundial de Diabetes. O objetivo deste dia é chamar a atenção dos cidadãos e governantes para a problemática desta patologia.

Para este ano, o tema escolhido foi “A Família e o Diabetes”, que tem um papel importante no cuidar e apoiar a pessoa com diabetes, isto é, as atuais abordagens terapêuticas para todos os tipos de diabetes exigem o cuidado efetivo com envolvimento não somente do paciente, mas de toda família e das pessoas que lhes fornecem apoio social.

Em Rio Branco a prevalência de diabetes foi de 5,2%, sendo 5,8% no sexo masculino e 2,7 no sexo feminino. De acordo com dados do sistema de informação da atenção primária (E-SUS) do município, no período de 01/01/2019 a 30/09/2019, foram avaliados por profissionais médicos e enfermeiros 7554 perfazendo um percentual de 96,1% de pessoas convivendo com diabetes conforme  dados do VIGITEL, 2018. Além disso, os munícipes têm acesso a medicamentos essenciais para o controle da glicemia, além de materiais e insumos necessários para aplicação de insulina, conforme a portaria ministerial de nº 2.583, de 10 de outubro de 2007.

 

Mª Lina de S. Costa
Enfª Divisão da Rede de Cuidados Crônicas

Para garantir assistência a esse público, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco, Semsa, através de suas 56 unidades de saúde oferece testes de glicemia, acompanhamento, dispensação de medicamentos, orientação quanto à alimentação saudável e a prática de atividade física através das academias de saúde.

 

A DOENÇA

O termo “diabetes mellitus” (DM) é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia, a fim de que seja aproveitada por todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura).

O diabetes Mellitus vem chamando a atenção devido a sua crescente prevalência e habitualmente está associado à dislipidemia, à hipertensão arterial e à disfunção endotelial. É um grave problema de saúde pública considerada uma causa de internação por condição sensível à atenção primária. Diante do impacto negativo dessa patologia, é necessário o manejo adequado da doença na Atenção Básica,pois evita hospitalizações e mortes por complicações cardiovasculares e cerebrovasculares.

Na verdade, não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de doenças com uma característica em comum: aumento da concentração de glicose no sangue provocado por duas diferentes situações:

  • Diabetes tipo 1: O pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A instalação da doença ocorre mais na infância e adolescência e é insulinodependente, isto é, exige a aplicação de injeções diárias de insulina.
  • Diabetes tipo 2 – As células são resistentes à ação da insulina. A incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade;
  • Diabetes gestacional – Ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe;
  • Diabetes associados a outras patologias como as pancreatites alcoólicas, uso de certos medicamentos etc.

SINTOMAS

  • Poliúria – a pessoa urina demais e, como isso a desidrata, sente muita sede (polidpsia);
  • Aumento do apetite;
  • Alterações visuais;
  • Impotência sexual;
  • Infecções fúngicas na pele e nas unhas;
  • Feridas, especialmente nos membros inferiores, que demoram a cicatrizar;
  • Neuropatias diabéticas provocada pelo comprometimento das terminações nervosas;
  • Distúrbios cardíacos e renais.

FATORES DE RISCO

  • Obesidade (inclusive a obesidade infantil);
  • Hereditariedade;
  • Falta de atividade física regular;
  • Hipertensão;
  • Níveis altos de colesterol e triglicérides;
  • Medicamentos, como os à base de cortisona;
  • Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo 2);
  • Estresse emocional.

O tratamento do diabetes exige, além do acompanhamento médico especializado, os cuidados de uma equipe multidisciplinar. Procure seguir as orientações desses profissionais. A dieta alimentar deve ser observada criteriosamente. Procure ajuda para elaborar o cardápio adequado para seu caso. Não é necessário que você se prive por toda a vida dos alimentos de que mais gosta. Uma vez ou outra, você poderá saboreá-los desde que o faça com parcimônia.Um programa regular de exercícios físicos irá ajudá-lo a controlar o nível de açúcar no sangue. Coloque-os como prioridade em sua rotina de vida.

Da redação: Cássio H. Lima Melo

Referências: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/diabetes/

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