Trump diz que considera Putin responsável por tentativas russas de interferir nas eleições de 2016


‘Considero responsável porque está no comando do país, assim como considero a mim mesmo responsável pelas coisas que acontecem neste país’, disse Trump em entrevista à TV. Em coletiva conjunta, ele havia dito que acreditava na palavra do presidente russo. O presidente dos EUA Donald Trump e o presidente da Rússia Vladimir Putin apertam as mãos durante encontro em Helsinki, na Finlândia
Kevin Lamarque/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (18) que considera o presidente Vladimir Putin pessoalmente responsável pelas tentativas russas de interferir nas eleições presidenciais dos EUA em 2016.
“Eu o consideraria (responsável) porque ele está no comando do país, assim como considero a mim mesmo responsável pelas coisas que acontecem neste país”, disse Trump em uma entrevista à emissora CBS. “Então, certamente, como líder do país você tem que considerá-lo responsável”.
Trump afirmou ainda que enviou uma mensagem “muito forte” a Putin sobre o assunto durante o encontro deles na segunda-feira. “Eu deixei que ele soubesse que não podemos aceitar isso. Não iremos aceitar. E é assim que vai ser”, disse.
Polêmica
O presidente americano tem sido criticado pela maneira como vem se expressando sobre o assunto desde que concedeu uma entrevista coletiva conjunta com Putin na segunda-feira, após um encontro privado em Helsinque, na Finlândia.
Na ocasião, ele disse que não acreditava que a Rússia tinha interferido nas eleições de 2016 e que confiava na palavra de Putin, contrariando as indicações das agências de inteligência dos Estados Unidos, que inclusive apontam que russos continuam tentando influenciar a política americana e podem tentar novos ataques nas eleições legislativas deste ano.
As declarações foram muito mal recebidas pela imprensa e até mesmo por aliados de Trump no Partido Republicano, que as consideraram “inaceitáveis”.
Na terça, em uma conversa com jornalistas na Casa Branca, o presidente americano afirmou que tinha se expressado mal e que, na verdade, queria dizer que “não tinha porque a Rússia não ser culpada”.
Ele também garantiu que aceitava as conclusões das agências de inteligência e acreditava na interferência russa nas eleições, embora o resultado final não tenha sido influenciado.
Nova ameaça
Nesta quarta, entretanto, uma nova confusão surgiu quando um repórter perguntou se o presidente acreditava que os russos “ainda estão visando” os Estados Unidos. Trump fez um sinal negativo na cabeça e disse “não”. O jornalista insistiu na pergunta: “Não? Você não acredita que esse seja o caso?”. O presidente novamente negou.
Contradizendo a resposta de Trump, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, informou que o “não” se referia a outras questões — e não sobre a suposta interferência dos russos nas eleições dos EUA.
“O presidente estava dizendo que não responderia mais perguntas”, esclareceu Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca. “O presidente e sua administração estão trabalhando muito para garantir que a Rússia não seja capaz de se intrometer em nossas eleições como fizeram no passado.”
Na semana passada, o diretor nacional de inteligência americano, Dan Coats, alertou para a ameaça cada vez maior de um ataque cibernético contra os Estados Unidos. Segundo ele, os principais autores dessas ações seriam Rússia, China, Irã e Coreia do Norte.

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